Publicado por: pedroms70 | Maio 9, 2009

Velocidade ‘warp’ é possível?

Dois cientistas acreditam que ficção pode transformar-se em realidade no futuro.

E se fosse possível manipular a dimensão espácio-temporal à volta de uma nave espacial, recorrendo a uma massiva forma de energia, criando assim uma ‘bolha’ através da qual esta poderia viajar à velocidade da luz? Se tudo isto lhe lembra um filme ou uma série de ficção científica, é porque foi de facto nesse domínio que tal ideia surgiu.

Mas dois cientistas da Universidade de Baylor, no Reino Unido, acreditam que poderá haver uma forma de passar do imaginário á prática. No estudo:Warp drive: A New Approach, Richard Obousy e Gerald Cleaver – o primeiro um estudante de pós-graduação e o segundo um professor associado de Física – descrevem a “nave” como “um surfista a deslizar numa onda”, sendo que a onda seria a tal bolha de energia. O estudo usa o termo “warp”, realidade criada pelo universo de ficção científica Star Trek.

O método é baseado no princípio de locomoção Alcubierre, que propõe uma expansão do trecido espacial atrás da nave e a retração do que se encontra à sua frente. De acordo com esta teoria, a nave não estaria exactamente em movimento, mas antes ‘pousada’ entre estas dimensões espaciais antagónicas.

Uma hipótese que tem a vantagem de não contraria a Teoria da Relatividade de Alfred Einstein, segundo a qual seria necessária uma quantidade infinita de energia para que um objecto pudesse acelerar até á velocidade da luz. É claro que, mesmo com limites, não deixaria de ser necessária uma quantidade enorme de energia para obter o efeito ‘bolha’, obrida com tecnologia ainda inexistente.

Definição de “Warp”, o que é?

Spacetime_curvature

Representação gráfica de uma deformação no espaço-tempo causada por uma massa.

Supondo-se dois pontos nas extremidades de uma folha de papel de 20 cm de comprimento. Para uma formiga, percorrer esses 20 cm seria o caminho mais curto de se deslocar de um ponto ao outro. Se essa folha é dobrada, e esses pontos são colocados próximos um do outro, para essa formiga, ainda assim, percorrê-los seria o caminho mais curto, porque só pode se movimentar no espaço bidimensional, que é a folha de papel. Mas um mosquito, que é capaz de se mover no espaço tridimensional (voando), poderia transpor esses dois pontos movimentando-se apenas alguns milímetros.
A teoria de viagem através de dobra espacial baseia-se no conceito acima e na Teoria da Relatividade de Albert Einstein, a qual afirma que as grandes massas de gravidade aglomeradas criariam fendas no espaço-tempo, que concentrariam não só massa e energia, mas o próprio tempo junto. Essas curvaturas seriam imperceptíveis aos nossos olhos, assim como a curvatura da Terra é para quem está nela. Essa teoria também sugere um universo multidimensional, com pelo menos 3 dimensões de espaço e 1 de tempo. Baseando-se nisso, a Teoria da Dobra Espacial sugere que aplicação de certa força poderia criar uma “ponte” entre duas partes dessa fenda por uma “quarta dimensão” e, assim, “dobraria” o espaço.
Para executar a dobra espacial, um propulsor de dobra criaria uma espécie de funil, estreito à sua frente e largo à suas costas, e logo depois dilataria sua frente, comprimindo suas costas, pelo qual passaria a espaçonave envolta em sua bolha de dobra. Para quem estivesse dentro dessa bolha, a nave estaria viajando a uma velocidade comum (inferior à da luz), mas para quem estivesse fora, ela saltaria zilhões de vezes mais rápida que a luz.

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