Publicado por: falmeida222 | Maio 20, 2009

Descoberto elo perdido entre Homens e primatas!

Cientistas acreditam ter descoberto o “missing link”, o elo perdido que explica a transição entre primatas e a primeira linhagem do Homem.

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Ida não conseguiu segurar-se quando os gases venosos do lago Messel, na região da Alemanha, a intoxicaram. A primata, que não teria mais de nove meses e 53 centímetros de comprimento, caiu nas águas, foi coberta pelo lodo, acabou por fossilizar e só passado 47 milhões de anos, em 1983, é que foi trazida à luz do dia. Mas a aventura do que pode ser o antepassado do grupo dos primatas superiores de que o Homem faz parte não acabou aqui.

O fóssil foi descoberto por um coleccionador privado que dividiu as ossadas em duas metades. Uma foi restaurada e vendida como se estivesse completa, acabando por ser adquirida por um museu privado em Wyoming. Em 2000, descobriu-se que era uma fraude. A outra metade, que era maior, foi comprada há dois anos pelo museu de Oslo, na Noruega.

ida2 “O meu coração começou a bater muito depressa”, disse aos jornalistas Jorn Hurum, referindo-se à compra do fóssil. “Eu sabia que o vendedor tinha nas mãos um acontecimento mundial. Não consegui dormir durante duas noites”, explicou o investigador do Museu de Oslo que esteve à frente da investigação, que foi hoje publicada na revista Public Library of Science. Quando o grupo começou a estudar o fóssil, rapidamente chegaram à conclusão que era a parte que faltava à metade já conhecida.

Ida, a nossa tia-avó com 47 milhões de anos

Os cientistas acreditam que Ida é a forma ancestral que está na transição entre os primatas superiores, onde se incluiu a espécie humana, e primatas inferiores, como são os lémures. A dúvida sobre quando e como surgiu o Homem pode ter encontrado a resposta em Ida.

www.reuters.com

Trata-se de um exemplar de cerca de um metro, do sexo feminino e, segundo o pesquisador Jenz Franzen, com características que o aproximam dos primeiros hominídeos. Ao contrário dos lémures, Ida tem unhas em vez de garras, o polegar opositor, o segundo dedo do pé não está em forma de garra e não tem dentes fundidos. Os olhos estão no mesmo plano, o que se traduz numa visão tridimensional, semelhante à nossa e mais afastada da visão dos lémures.

No fóssil, encontrado em excelente estado de conservação, é ainda possível distinguir contornos de pêlos e os restos da última refeição.

“Isto mostra uma parte da nossa evolução que tem estado escondida até agora porque os únicos especímenes [encontrados] estão tão incompletos ou partidos que não há nada para estudar”, explica o investigador. Os investigadores resolveram chamar à nova espécie Darwinius masillae, em honra aos 200 anos do nascimento do evolucionista Charles Darwin.

Jens Franzen, que trabalha na região de Messel e foi primeiro autor do artigo, salientou que Ida não é uma antepassada directa. “Ela pertence ao grupo a partir do qual se desenvolveram os primatas superiores e os seres humanos, mas a minha impressão é que ela não faz parte da linha directa”, disse, citado pela BBC News.

Mas a descoberta está a ser um êxito. Foi hoje mostrada em Nova Iorque no Museu de História Natural pelo presidente da cidade, Michael Bloomberg, e a seguir volta para Oslo. “São necessários um ou dois ícones para arrastar as pessoas para o museu. Isto é a nossa Mona Lisa e vai ser a nossa Mona Lisa nos próximos cem anos”, concluiu Jorn Hurum.

Fontes: PÚBLICO, JN, DN  e  REUTERS

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