Publicado por: falmeida222 | Fevereiro 1, 2010

Como melhorar uma rede Wireless?

Como melhorar uma rede sem fios? Bem, como todos sabemos cada caso é um caso, mas com algumas afinações podemos conseguir algumas melhorias.

A ideia desde artigo é dar algumas dicas para tentar melhorar a qualidade de sinal wireless na nossa casa, de forma a termos uma rede mais estável, com menos quebras e com um melhores débitos.

1 – Posicionar o router wireless (ou ponto de acesso) no ponto central

Sempre que possível, devemos colocar o nosso equipamento (router Wireless/ Access Point), num ponto central. Assim podemos conseguir abranger mais zonas (quarto, sala, cozinha, etc) da nossa casa, fazendo com que o sinal chegue com mais qualidade. Se colocarmos o nosso ponto de acesso numa das extremidades, possivelmente no outro extremo a força de sinal não será a melhor.

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2 – Tentar afastar o router wifi de paredes, objectos de metal, vidros, etc

Devemos tentar afastar o nosso router wifi de metais, alguns tipos de pavimentos, vidros ou outro tipo de superfícies que sejam passíveis de interferência. Equipamentos como microondas, berbequins, etc são também fontes de muita interferência. Faça uma análise ao espectro (ver artigo seguinte)

3 – Trocar a antena do router (caso seja possível)

As antenas que vêm com os router são normalmente omni-direccionais ou seja transmitem sinal em todas as direcções. Se o router está perto de uma parede exterior, ‘metade’ do sinal não será aproveitado pois será difundido para fora de casa (por exemplo). Nesse sentido podemos optar por uma antena com mais ganho(dBis) e também direccional ou sectorial, concentrando o sinal num sítio/zona específica.

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4 – Mudar a placa wireless cliente

Sempre que possível podemos trocar a nossa placa Wireless por forma a incluir uma antena externa de maior ganho e assim tentar aumentar a distância de captura de sinal.

5 – Adicionar um Wireless repetidor/Bridge

Repetidores/Bridges wireless permitem aumentar a cobertura em termos de sinal wireless, sem a necessidade de voltar a passar cabos. Basicamente este tipo de equipamentos capturam o sinal wireless e regenram-no, expandindo assim o sinal da rede sem fios.wifi_3

6 – Mudar o canal

Como devem saber, existem algumas normas associadas ao wireless, mais concretamente 802.11a, 802.11b e 802.11g. Considerando a norma 802.11b que nos permite 11Mb e que opera na frequência dos 2,4 a 2,4835 Ghz e que usa DSSS como modulação de sinal.O DSSS divide a gama de frequência em 14 canais de 22 MHz.

Dependendo da localização geográfica, o número de canais utilizáveis varia. Por exemplo nos EUA, o número de canais é de 11 enquanto na Europa, com excepção para a França (que apenas usa 4 canais), o número de canais é de 13, e no Japão usam-se os 14 canais.

De acordo com a frequência central e largura dos canais,  existem 3 canais RF que não sofrem sobreposição dos canais adjacentes (1, 6 e 11), o que permitiria o uso de 3 pontos de acesso (cada um operando em um canal) dentro da mesma área física.

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7 – Tentar reduzir ao máximo as interferência no wireless

Como é sabido, actualmente existem muitos outros equipamentos a operar nas mesmas frequências do wireless. Ainda noutro dia fiz um teste com o equipamento Airview2 – EXT para avaliar o impacto de um microondas numa rede sem fios. Os resultados forma impressionantes, em termos de degradação de sinal. Sempre que possível e o equipamento (router e placa cliente) suporte, podemos colocar a funcionar na banda dos 5 Ghz que é menos susceptível a interferências.

8 – Actualizar o firmware ou drivers da placa wireless

A actualização do firmware do router ou a actualização dos drivers da placa wireless são sempre acções importantes pois regularmente existem melhorias e correcções de bugs. Muita das vezes as melhorias aumentam o desempenho do equipamento.

Visite a página dos fabricante e verifique se existem actualizações.

9 – Sempre que possível usar equipamentos sempre do mesmo fabricante

Quando usamos um router da mesma marca da placa wireless cliente, provavelmente podemos usufruir de todas as ‘features’ dos equipamentos. Muita das vezes existem incompatibilidades entre equipamentos devido a concepção dos mesmos. É muito importante que antes de adquirir um equipamento se verifique se o mesmo está certificado segundo as normas do WIFI. Há situações em que placas não certificadas (que podem funcionar a 108 Mbps (super G)), simplesmente não se conseguirem associar ao ponto de acesso.

10 – Actualização das norma 802.11b para 802.11g (e se possível para 802.11n)

  • O padrão IEEE 802.11b define taxas de transferência de rede na ordem dos 11 Mbps, isto se as condições de transmissão forem ideais. Serão reduzidas para 5,5 Mbps, 2 Mbps ou 1 Mbps se a intensidade do sinal ou interferências estiverem a prejudicar a transmissão de dados. O 802.11b funciona nos 2,4Ghz.
  • O padrão IEEE 802.11g aumenta a taxa máxima de transmissão de dados para 54 Mbps (5x mais rápido que o 802.11b) e um alcance aproximado de 38 metros. Opera também na frequência 2,4Ghz e como tal está sujeito a interferências de equipamentos que utilizem a mesma frequência.
  • O padrão 802.11 n,  tem uma largura de banda até entre os 300 Mbps e 600 Mbps, e um alcance de 70 metros. Opera nas frequências 2,4GHz e 5GHz. É um padrão recente com uma nova tecnologia, MIMO (multiple input, multiple output) que utiliza várias antenas para transferência de dados de um local para outro. Os principais benefícios desta tecnologia são o aumento significativo da largura de banda e o alcance que permite.

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